Secretária de Saúde dá explicações sobre medicamentos vencidos

Depois das denúncias da Defensoria Pública e do Ministério Público Federal (MPF) sobre o desperdício de medicamentos e insumos do estoque regulador do estado, a secretária estadual de Saúde, Vanda Paiva, levou a equipe de reportagem da TV Anhanguera para o galpão onde os produtos estão armazenados em Palmas. O cenário encontrado neste sábado (15) estava diferente do que foi mostrado pelo defensor público do estado, Arthur Luiz Pádua, e pelo procurador da república no Tocantins, Fábio Conrado Loula, na última sexta-feira (14).

Fotos tiradas um dia antes, mostram pilhas desorganizadas de caixas, sujeira e muita bagunça. Remédios para o coração, doenças pulmonares, anemias e infecções amontoados sem refrigeração ou higiene adequados. A supervisora do estoque, Erislene Floriano Nunes, justificou que os profissionais vistoriaram o local no dia em que chegaram novos medicamentos e que o local estava sendo organizado. “Não fica bagunçado. Estávamos arrumando o lugar”, explicou.

De acordo com a secretária, os anestésicos, fraldas e comprimidos vencidos foram comprados em gestões anteriores. Mas a equipe encontrou frascos com data de fabricação de abril de 2012, que venceram 12 meses depois, época em que o atual governo já estava no comando. Após a constatação a secretária mudou o argumento e disse que são itens comprados além da necessidade, que sobraram e reconheceu que, sem uso, há desperdício.

“Não houve necessidade de uso [desses medicamentos]. Essa compra, que foi feita em 2011, não sei porque foi feita [em quantidade] maior. Está no inquérito sendo apurado. Nós precisamos descobrir o motivo do por quê foi comprado a mais”, explicou. Ela completou dizendo que tudo que é usado nos municípios é enviado antes do vencimento.

Quanto a denúncia de que existem medicamentos estocados prestes a vencer, a explicação dada é que o fornecedor tem o compromisso de substituir os que não forem usados e que parte deles está sendo doada para os hospitais do interior do estado. “Tem coisas que a paciente faleceu e deixou de usar e não tinha mais paciente para usar aquele medicamento.”

Fonte: G1

Sobre

Thais Arruda -Jornalista em formação pela Faculdade Joaquim Nabuco (FJN). E-mail: imprensa@simepe.org.br